* Acesse apanhados de outros períodos. Links acessíveis no término desta postagem.
Sumário
- Como Inteligências Artificiais funcionam? (suplemento)
- O fim da arte (arte)
- O prisioneiro 16670 (história)
- Sensação, péssima sensação (política, economia e humor)
- Mais pessoas, menos riqueza: contraste entre São Paulo e Nova York (economia)
- A preocupante inadimplência do consignado para trabalhadores (economia)
- Inteligências Artificias: são mais benéficas ou maléficas? (suplemento)
1. Como Inteligências Artificiais funcionam? 
Em função do artigo “A inteligência artificial é muito burra para errar”, alguns colegas me questionaram: por que, às vezes, as Inteligências Artificiais dão respostas sem sentido?
Hoje, 25 de agosto de 2026, a mesma pergunta foi feita na própria página do artigo. Por isso, reescrevo a resposta abaixo:
Para compreender o motivo pelo qual elas respondem errado (ou melhor, os motivos pelos quais elas alucinam — este é o termo adequado), precisamos compreender, ainda que superficialmente, como elas funcionam. Há uma série de textos e vídeos na internet que cumprem bem esse papel (motivo pelo qual não escrevi, nem pretendo escrever, sobre isso, ao menos aqui na Cultura de Fato).
No entanto, para você ter uma ideia (e talvez assistir ou ler a respeito de modo mais preparado), considere a seguinte analogia:
Pense em um cubo mágico, em que cada cubinho (peça) contém um token — que pode ser uma palavra, parte de uma palavra, uma pontuação etc. —, porém imagine que nosso cubo mágico é realmente gigantesco.
Agora pense que os tokens (cubinhos desse cubo mágico) relacionados a “tijolo”, “parede” e “casa” estão próximos uns dos outros, enquanto “gato” está muito mais próximo de “cachorro”, “animal”, etc. De maneira bastante simplificada, é com base nesse tipo de relação (“proximidades”) que as IAs generativas conseguem prever quais serão os próximos tokens e, assim, construir suas respostas.
O problema é que uma mesma palavra pode ter significados completamente diferentes dependendo do contexto. Se você usar a palavra “gato” para indicar, por exemplo, uma gambiarra, a IA poderá interpretar que você está falando do animal, simplesmente porque esse é o significado mais comum daquela palavra. Nesses casos, até poderão surgir respostas que se pareçam plausíveis, quando, na verdade, estarão completamente erradas.
Como mencionado, é importante lembrar: a IA não necessariamente “sabe” que está errada. Em suma, é uma “máquina” construída para prever, a partir de contextos, quais tokens são os mais prováveis de aparecer em seguida — quanto maior o “cubo mágico”, maiores são as chances de ela acertar, mas esses cubos gigantescos não abrangem tudo e, então, estão subordinados a probabilidades. Por isso, a IA é “capaz” de produzir uma resposta que parece muito convincente sem que aquilo seja necessariamente verdadeiro. Essa é, de maneira bastante simplificada, uma das razões pelas quais as IAs generativas podem “alucinar”.

Obs.: Um cubo mágico tradicional possui apenas três dimensões, enquanto no funcionamento real de uma IA o “espaço” onde os tokens ficam armazenados possui milhares de dimensões e conexões dinâmicas.
Por Eric M. Rabello.
Publicado em nosso canal do Telegram, em 28 de agosto de 2026.
2. O fim da arte 
A pintura que vemos em segundo plano na fotografia abaixo é de autoria do pintor holandês Rembrandt (1606-1669), foi concluída em 1642 e é conhecida como “A Ronda Noturna”.

Por Orlando Braga.
Originalmente publicado em 3 de abril de 2023,
em : https://espectivas.wordpress.com/2023/04/04/o-fim-da-arte/.
Publicado em nosso canal do Telegram, em 30 de agosto de 2026.
3. O prisioneiro 16670 
O polonês Maximiliano Kolbe era frade franciscano e fundador de Niepokalanów, um dos maiores conventos católicos do mundo à época.
Preso pela Gestapo de Hitler em 17 de fevereiro de 1941, chegou a Auschwitz no fim de maio e recebeu o número 16670.
No fim de julho, um prisioneiro do bloco 14 fugiu do campo de concentração. A retaliação era brutal: dez prisioneiros seriam escolhidos para morrer de fome no bunker do Bloco 11.
Em 29 de julho, entre os selecionados estava Franciszek Gajowniczek, sargento do Exército polonês, prisioneiro nº 5659, que, ao saber que seria executado, clamou pela mulher e pelos dois filhos.
Kolbe saiu da fila e ofereceu-se para morrer em seu lugar. Declarou-se sacerdote católico e pediu ao Lagerführer Karl Fritzsch que permitisse a troca.
O pedido foi aceito.
Os dez homens foram confinados no bunker, sem comida nem água. Kolbe permaneceu vivo por cerca de duas semanas e, em 14 de agosto de 1941, foi morto pelos alemães com uma injeção de fenol.
Gajowniczek foi transferido para Sachsenhausen em outubro de 1944 e libertado pelos americanos em maio de 1945.
Seus dois filhos, porém, haviam morrido em 17 de janeiro daquele ano, sob bombardeio soviético em Rawa Mazowiecka, na Polônia.
Viveu até 1995 e esteve em Roma, em 1982, quando João Paulo II canonizou Maximiliano Kolbe.
Nenhum sistema totalitário jamais soube o que fazer com um homem que não teme perder a própria vida.
Publicado no canal do Telegram Pró Conservadorismo, em 15 de agosto de 2026.
Obs.: O dia de São Maximiliano Kolbe é celebrado em 14 de agosto.
4. Sensação, péssima sensação 
Publicado em nosso canal do Telegram, em 17 de agosto de 2026.
5. Mais pessoas, menos riqueza: contraste entre São Paulo e Nova York 

População de São Paulo (11,45 milhões), fonte: IBGE – Panorama Censo 2022 (São Paulo);
População de Nova York (8,26 a 8,80 milhões), fonte: U.S. Census Bureau Profile – New York City;
PIB de São Paulo (~US$ 160 bilhões), fonte: IBGE – PIB dos Municípios;
PIB de Nova York (~US$ 1,35 a 1,38 trilhão), fonte: U.S. Bureau of Economic Analysis (BEA).
Publicado em nosso canal do Telegram, em 9 de agosto de 2026.
6. A preocupante inadimplência do consignado para trabalhadores 
A inadimplência do consignado para trabalhadores do setor privado atingiu 10,03% em julho — maior patamar da série histórica do Banco Central, iniciada em 2011, e primeira vez em dois dígitos. Em junho, estava em 8,68%; em novembro de 2025, em 5,02%. O índice considera pagamentos atrasados há mais de 90 dias.
Em 2020, primeiro ano da pandemia, o pico foi de 4,33%; em 2021, chegou a 4,63%, o maior índice de todo o governo Bolsonaro foi de 5,40%, em agosto de 2022. Os 10,03% registrados agora são 85,7% superiores ao pior resultado daquele período. Nem com empresas fechadas, desemprego, restrições e atividade econômica paralisada a inadimplência chegou perto do nível alcançado no governo Lula.
A disparada veio depois que Lula reformulou a modalidade, em março de 2025, e lançou o Crédito do Trabalhador como promessa de empréstimo mais barato pela Carteira de Trabalho Digital. Antes, as concessões mensais ficavam abaixo de R$ 1,5 bilhão; depois, a média saltou para R$ 6,6 bilhões. A carteira alcançou R$ 117,7 bilhões — 2,4 vezes o registrado um ano antes — e em julho foram liberados outros R$ 8,8 bilhões.
O mais absurdo é que as parcelas são descontadas diretamente do salário. Mesmo assim, a inadimplência supera os 7,8% do crédito livre e está a apenas 0,7 ponto do crédito pessoal sem consignação, de 10,7%. Entre servidores públicos, o índice é de 2,7%; no consignado do INSS, 2,1%. O trabalhador CLT ainda enfrenta juros médios de 53,9% ao ano.
Segundo a narrativa oficial do governo o desastre está na implantação defeituosa; quando o empregado muda de trabalho, o desconto nem sempre migra automaticamente para o novo vínculo. O governo estimou que mais da metade dos atrasos poderia decorrer dessa falha, o Banco Central também aponta a expansão abrupta e bancos ainda calibrando seus modelos de risco.
Lula vendeu alívio financeiro, abriu as comportas do crédito e entregou juros escorchantes, falhas operacionais e inadimplência quase duas vezes maior que o recorde anterior. Lula proporcionou o endividamento em massa vendido como benefício social.
Publicado em 31 de agosto de 2026, na conta X de Karina Michelin.
7. Inteligências Artificias: são mais benéficas ou maléficas? 
Em 17 de agosto de 2026 lançamos, em formato de enquete, a seguinte questão: Em sua opinião, os benefícios da Inteligência Artificial serão maiores que os malefícios?
Não pretendíamos expor aqui o resultado parcial, no entanto, para nossa surpresa, 50% responderam que sim e, evidentemente, os outros 50% escolheram a alternativa oposta.
Clique na imagem e dê sua opinião:
Publicado em nosso canal do Telegram, em 17 de agosto de 2026.
Nota do editor:
A imagem de capa desta postagem é uma exceção. Como temos dois tópicos sobre Inteligências Artificiais, solicitamos ao próprio ChatGPT que analisasse a publicação e criasse a imagem. O resultado você observa no topo. ![]()















































